BALEIAS E BURACOS NEGROS

Não é nenhuma novidade que o mercado de fitness está passando por um período complicado. As vendas estão mais difíceis e o que se fazia antigamente que costumava dar resultados não tem funcionado mais tão bem.

Aliás esse embate entre o “novo” e o “tradicional” não afeta somente as academias.

O mercado das livrarias é um bom exemplo de como uma mudança externa no comportamento e perfil do consumidor pode condenar negócios (ou segmentos inteiros) ao desaparecimento.

Os bancos tradicionais estão enfrentando um “perigo real e imediato” na figura das fintechs ou “bancos digitais”.

E as montadoras de automóveis então? Estão todas de “cabelo em pé”. Sabe por quê?

Porque o MODELO DE NEGÓCIOS delas (vender carros) tem data para acabar!

Tudo por conta da mudança de comportamento do consumidor que (já) deixou de ver o carro como algo para ser “possuído” para ser simplesmente “usado”.

Diante de tantas mudanças, há de se perguntar: Para sobreviver, qual caminho seguir?

Felizmente, existem muitos caminhos possíveis para seguir em frente.

Mas apenas um para andar para trás: MANTER O QUE ERA FEITO NO PASSADO.

E pior: Ignorando (por sua própria conta e risco) todos os SINAIS DE MUDANÇA que insistem em saltar aos olhos, mas continuam sendo solenemente ignorados.

Há um “mantra” no mercado de academias que diz que “resultado” é o que realmente “segura o cliente”.

Ora, parece muito claro e óbvio! Bom seria se fosse verdade…

O mantra do discurso do “resultado” é um bom exemplo de como construções de “raciocínio lógico” (axiomas) corretas podem levar a conclusões absolutamente equivocadas!

Veja um exemplo:

Os peixes moram no mar.

As baleias moram no mar.

Logo, a baleia é um peixe!

Dentro da estrutura de construção do raciocínio lógico acima a conclusão está correta, só que NÃO É VERDADEIRA!

É preciso um conhecimento EXTERNO adicional, não contemplado dentro da estrutura lógica do argumento, para VALIDAR a conclusão.

O mesmo acontece com o discurso do “resultado” para o cliente na academia!

Esse discurso continua encontrando “eco” entre gestores e profissionais de fitness simplesmente porquê eles QUEREM ACREDITAR NISSO!

Ele vai de encontro a uma “crença dominante” e profundamente arraigada no “mindset fitness”, em especial do pessoal naturalmente inclinado a pensar mais em “métodos e processos de treinamento” do que em “perfil e comportamento do consumidor”.

Para esses o “resultado” é espelho do conhecimento metodológico que o gerou! Logo, é uma forma de “autoafirmação” e de conferir “significado” ao esforço de formação e atuação profissional.

Só que essa “verdade” pertence ao passado (de fato já foi isso mesmo um dia).

Hoje já não é mais assim. Simplesmente o CONSUMIDOR MUDOU e aqueles que querem o “resultado” se transmutaram de “mainstream” para “nicho”.

Alguma evidência disso?

Sim, várias. Mas vou dar apenas uma, suficientemente boa e recente.

A UnitedHealthcare, uma empresa multinacional do segmento de saúde com ações na Bolsa de Valores norte-americana e nº 6 no ranking da Fortune 500, publicou recentemente (maio/2019) sua terceira pesquisa anual sobre saúde e bem-estar com consumidores norte-americanos.

Essa pesquisa busca identificar as atitudes e comportamentos do consumidor com relação à sua saúde.

Pois bem, veja isso:

Quando perguntados “O que faria você participar REGULARMENTE (caixa alta por minha conta) de um programa de atividades físicas” sabe o que a maioria respondeu?

Nessa altura você já deve estar desconfiando que NÃO foi “ter resultados”…

60% das pessoas afirmaram que fariam mais exercícios se tivessem a oportunidade de SOCIALIZAR ou FAZER AMIGOS, não importa se “ao vivo” ou “virtuais”!

Wow! 😮

Esse resultado encontra eco em outras pesquisas, tanto mercadológicas quanto acadêmicas!

E ainda tem gente que insiste em ficar pensando no “método mais eficaz” ao invés de pensar em “como fazer isso – exercício – ficar menos chato e interativo”.

Há um conceito muito interessante na astrofísica para ilustrar esse momento que estamos passando, esse crepúsculo entre o antigo e o novo.

É o conceito de SINGULARIDADE.

Na astrofísica a singularidade é o ponto dentro de um buraco negro onde o tempo para (!) e as leis da física perdem todo o sentido.

Nem a luz escapa da gravidade dentro do horizonte de eventos de um buraco negro. O horizonte de eventos é o “ponto de não retorno”. Qualquer coisa que ultrapassa esse limite é atraída pela gravidade do buraco negro, de onde jamais sairá.

O mundo das academias entrou num horizonte de eventos que não permite a alguns perceber que as normas antes aplicadas já não vigoram.

Por isso, ignorar a singularidade ainda vai levar muitas academias a cair num buraco negro sem volta.

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